Número total de visualizações de páginas

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Godinho Lopes insiste no dinheiro de Angola




Luís Godinho Lopes esteve ontem no Estádio António Coimbra da Mota, no Monte Estoril, onde teve lugar o encontro de carácter particular entre as seleções de Angola e Macedónia, mas O JOGO sabe que não foi o futebol que levou o presidente do Sporting ao estádio do recém-promovido Estoril-Praia, mas sim mais uma oportunidade para conversar com representantes próximos do potencial investidor angolano que pretende atrair para o reforço da capitalização da empresa que gere o futebol verde e branco.

A estratégia a curto prazo de Godinho Lopes passa pela angariação de capital externo que permita o saudável funcionamento da SAD e o presidente, que assumiu na íntegra este dossiê, continua a desdobrar-se em contactos com entidades da antiga colónia portuguesa, mas também com potenciais interessados no Médio Oriente, na China e, mais recentemente, na Índia.

É em Angola, porém, que está uma das possibilidades mais realistas de negócio, mesmo se, nos últimos meses, alguns acontecimentos esfriaram o interesse do potencial parceiro, nomeadamente as repercussões do escândalo que envolveu Paulo Pereira Cristóvão, vice-presidente do clube, agora arguido num processo relacionado até ao momento com um crime de denúncia caluniosa qualificada, isto depois de ter sido tornada pública uma alegada conspiração contra o árbitro assistente José Cardinal.

O grau de endividamento da SAD e a instabilidade diretiva criada pelo caso Pereira Cristóvão têm sido vistas com preocupação pelos investidores sondados até agora, sendo por isso que o cenário de eleições antecipadas ganhou forma. Godinho espera então alcançar uma plataforma de entendimento futuro que lhe permita provocar a queda da atual Direção para poder promover um novo elenco diretivo, sem a presença do dirigente envolvido neste caso de polícia, bem como dos seus principais apoiantes.

Para os interessados, a estabilidade é um valor essencial na proteção de um investimento que pode chegar a algumas dezenas de milhões de euros, algo que de momento não é uma garantia no seio do Conselho Diretivo. Em Alvalade, porém, ainda se acredita que esta via pode trazer a solução desejada.

Sem comentários:

Enviar um comentário