O ponta esquerda da formação leonina deixou o andebol, virou advogado e é, há um ano, vogal da direção com a tutela das modalidades. Fala de Odivelas com um brilho nos olhos, mas não se esquece de... Alvalade.
RECORD – Em março de 2011, ainda antes das eleições, disse a Record que pretendia “recuperar o sentimento do Sporting enquanto clube eclético e reforçar a competitividade das modalidades”. Missão cumprida?
RICARDO TOMÁS – A recuperação do Sporting enquanto clube eclético está à vista e ainda não terminou. Começámos no kart, com o Diogo Pinto, um miúdo de 10 anos que já foi campeão nacional de cadetes pelo Sporting. Há duas semanas, foi notícia numa publicação inglesa que apresentava os melhores e mais promissores jovens pilotos... Lançámos o râguebi e o basquetebol, temos remo e canoagem. Ou seja, estamos a trazer de volta muitas modalidades que o Sporting já tinha tido. Ora este é o tal reforço do ecletismo que, atenção, não vai ficar por aqui. Neste primeiro ano de mandato, o reforço da competitividade teve resultados recentemente com a conquista da Taça de Portugal de andebol e com a presença do andebol e do futsal nas meias-finais das suas competições europeias, tal como acontece no futebol.
R – Odivelas servirá o tal reforço do ecletismo e da competitividade?
RT – Permite-nos reunir e partilhar todos os valores do Sporting de diversas modalidades, englobando o próprio futebol através da formação, sendo também a casa da equipa B. Há outra vantagem: o Sporting joga andebol no Casal Vistoso e futsal em Loures. Com esta deslocação para Odivelas ganha-se uma cidade desportiva do Sporting. Vamos ter lá também o basquetebol, o râguebi, o atletismo, o judo e ginástica. Assim, acabam-se situações caricatas como quando os sportinguistas foram ver os nossos juniores contra o Benfica, às 15 horas, em Alcochete, o andebol ao Casal Vistoso, às 17 horas, e às 18 foram ao futsal a Loures...
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